Pergunta e Resposta enviada sobre o Crack

6 mar

Pergunta:  Gostaria de saber como está o alinhamento com a Gestão Municipal (Haddad) e qual sua posição em relação a tratar este tema de forma apartidária e propor soluções municipais em união com o estado e a federação para solucionar este mal?

Resposta:

Que bom que está acompanhando. Realmente, no último dia 13, estive com o Governador Geraldo na inauguração de uma área externa do Cratod totalmente reformada e que agora é destinada exclusivamente ao atendimento social de dependentes químicos e familiares. Com isso, vamos aprimorar a comunicação entre parentes, dependentes químicos e funcionários do Centro. 

Mas note que esta é apenas uma das ações da Política Estadual de Enfrentamento ao Crack. Investimentos em capacitação de médicos e profissionais da saúde e assistência social também estão acontecendo. 

Para ser mais específico, aqui em nossa cidade só nos próximos trinta dias contaremos com mais 56 leitos para a internação e tratamento deste tipo de dependência química. Os novos leitos estão nos seguintes hospitais:- Hospital Psquiátrico Pinel (24 leitos);- Hospital Geral de Taipas (oito leitos);- Hospital Psiquiátrico de Água Funda (20 leitos);- e Hospital Geral de Guaianases (quatro leitos).Para reforçar o atendimento 6 médicos  de diversas especialidades; 21 psiquiatras e cinco clínicos – foram contratados para a equipe. 

Ter continuidade, coerência e convergência nestas questões intersetoriais é fundamental para que possamos avançar.  É por isso que desde o ano passado o Cratod está  funcionando 24 horas diariamente. E mais: ali estão sendo investidos cerca de R$ 250 milhões para sua ampliação, acrescentando 1.200 novas vagas integralmente custeadas pelo governo do Estado para atender aos paciente. Com isso, vamos obter cada vez mais agilidade na triagem, vamos conseguir orientar as famílias de forma mais eficaz e ajudar os dependentes a enfrentar essa doença devastadora. Toda essa mobilização e investimentos são necessários para tratar aqueles que já sofrem de dependência química.
 
Não sei se você sabe, mas o crack mata 30% dos seus usuários em um prazo de 12 anos – mais da metade deles nos primeiros 5 anos de dependência.

Por isso, temos que agir também na prevenção, no esclarecimento dessas questões para que todos tenham real conhecimento sobre o impacto devastador que esta droga tem na vida de um ser humano.

Em uma outra vertente temos trabalhado com a Secretaria de Segurança Pública que, por meio da inteligência da Polícia Civil, vem melhorando cada vez mais o desempenho na interceptação da entrega dessas drogas. 

Vejam que as ações acontecem em várias frentes, mas o objetivo é apenas um: preservar vidas.

Trabalho árduo. Somente neste Carnaval foram internados 47 dependentes químicos de forma voluntária ou a pedido de familiares. O trabalho é exaustivo. Só para você ter uma ideia, desde o dia 21 de janeiro, o Cratod atendeu 6.093 ligações, realizou 1.203 atendimentos e internou 160 dependentes químicos. Das internações realizadas, 90% foram voluntariamente. As demais foram realizadas de forma involuntária, com o consentimento da família. Até o momento nenhuma internação compulsória foi realizada no Plantão Judiciário.

 Enfim, o trabalho é árduo e, claro, nossa cidade ganha muito mais quando poder municipal e estadual trabalham juntos. É por este motivo que temos nos esforçado ao máximo para que a Prefeitura entenda o abrangente trabalho que vem sendo desempenhado nos últimos anos e não queira “reinventar a roda”. 

Muito está sendo feito e só conseguiremos sanar esta questão com a soma de forças, ideias e ações. Este tem sido o nosso trabalho diário nos debates políticos aqui na Câmara. Devemos entender que quando o Estado já apresenta uma política de combate ao Crack de forma sólida e estruturada, São Paulo (nós todos) ganha muito mais ao se juntar ao plano integrado. Soluções paleativas e simplistas que vêm nossa cidade de forma isolada são incapazes de apresentar a eficácia demandada por esta questão.

Note que o crack há muito passou a ser questão de saúde pública. Seguindo essa mentalidade o Programa Estadual de Enfrentamento ao Crack foi idealizado. Somente com ações continuas e convergentes poderemos tratar a dependência e salvar vidas.

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Uma resposta to “Pergunta e Resposta enviada sobre o Crack”

  1. Daniela maio 20, 2013 às 2:45 pm #

    Olá, Felipe!
    Estou fazendo uma pesquisa de mestrado sobre participação política e, procurando na internet, encontrei o seu blog. Gostaria muito de ter a oportunidade de conversar com você a respeito das motivações que levaram a este envolvimento com política. Por favor, se houver disponibilidade, entre em contato!
    Obrigada,
    Daniela (daq.daniela@gmail.com e danielaqueiroz@usp.br)

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